12 de agosto de 2025

Como indicadores de renegociação evidenciam a importância de uma atuação especializada em recuperação de crédito

Em um ambiente econômico em constante transformação, acompanhar os movimentos do mercado financeiro é essencial para identificar riscos, oportunidades e caminhos mais eficientes de atuação. No setor de cobrança e recuperação de crédito, essa leitura se torna ainda mais relevante quando observamos dados concretos sobre a regularização de dívidas.

De acordo com o Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores da Serasa Experian, 57,8% das dívidas negativadas em julho de 2025 foram regularizadas em até 60 dias, ou seja, até setembro. No recorte específico do setor financeiro, o índice foi ainda mais expressivo, alcançando 59,9% de regularização no mesmo período.

Embora esses números indiquem um esforço relevante por parte dos consumidores para reorganizar suas finanças, eles também evidenciam que a recuperação de crédito segue enfrentando desafios importantes, especialmente em um contexto de maior restrição de crédito e menor previsibilidade econômica.

 

O que os números apontam

Os dados do indicador revelam nuances importantes sobre o comportamento da recuperação de crédito no Brasil:

  • Tempo de vencimento influencia diretamente a recuperação 

Dívidas vencidas há até 30 dias apresentaram o melhor desempenho, com 71,9% regularizadas em até 60 dias (até setembro). Em contrapartida, dívidas vencidas há mais de 180 dias registraram os menores índices de resolução, reforçando a importância de uma atuação rápida nos estágios iniciais da inadimplência.

  • O valor da dívida também impacta os resultados

Contas com valor acima de R$ 10 mil tiveram o melhor índice de regularização (73,3%), enquanto dívidas entre R$ 1 mil e R$ 2 mil apresentaram desempenho inferior (55,3%). Esse cenário evidencia que diferentes faixas de valor exigem estratégias de negociação e comunicação específicas.

  • Canais digitais se consolidam como mais eficientes

A comunicação por meios digitais apresentou maior efetividade: 64,5% das dívidas comunicadas por canais digitais foram regularizadas, enquanto as notificações realizadas por carta tiveram taxa de resolução de 49,6%. Ainda assim, a comunicação física mantém relevância em determinados contextos e perfis, reforçando a necessidade de estratégias multicanal.

 

Diferenças regionais na recuperação de crédito

A análise regional reforça que o comportamento da inadimplência e da renegociação varia de acordo com o contexto econômico local. Os maiores índices de regularização foram observados nos seguintes estados:

  • Rio de Janeiro (66,5%)
  • Ceará (66,3%)
  • Minas Gerais (61,8%)
  • Sergipe (61,5%)
  • Maranhão (61,1%).

Já os menores percentuais apareceram no Distrito Federal (41,5%), Amazonas (43,3%), Roraima (47,1%), Rio Grande do Sul (52,1%) e Mato Grosso do Sul (52,7%). Essas diferenças reforçam a necessidade de leituras regionais e estratégias ajustadas à realidade de cada mercado.

O papel da Angeza nesse cenário

Na Angeza, entendemos que a recuperação de crédito vai muito além da cobrança de valores em atraso. Trata-se de um processo que exige leitura do comportamento econômico, uso consciente da tecnologia, acompanhamento de indicadores e, acima de tudo, uma abordagem humana e estratégica.

Nosso trabalho combina experiência técnica, inteligência de dados e sensibilidade na condução de situações complexas, com foco em gerar resultados que equilibram eficiência operacional e preservação de relações.

Em um cenário em que a regularização de dívidas está longe de ser imediata ou uniforme, contar com uma atuação especializada deixou de ser um diferencial — tornou-se essencial.

Se a sua empresa busca uma gestão de cobrança mais estratégica, humana e eficiente, fale com a Angeza e conheça nossas soluções.