12 de agosto de 2025

Inadimplência: o impacto no primeiro semestre de 2025

Com a Selic a 15% ao ano no primeiro semestre de 2025,  o maior patamar em quase duas décadas, o crédito ficou mais caro, refletindo diretamente na inadimplência em diversos setores. A combinação de juros elevados e inflação persistente resultou em um aumento expressivo dos atrasos em pagamentos.

Dados da CNDL/SPC Brasil apontam que, em abril de 2025, mais de 70 milhões de brasileiros estavam negativados, o que representa cerca de 42,36% da população adulta, com um crescimento de 4,59% em relação ao mesmo período de 2024.

Cenário dos setores: empresas e consumidores

A inadimplência empresarial também está em níveis elevados. Dados do IMD indicam que, em junho de 2025, o índice médio de inadimplência de empresas subiu para 14,94% no Estado e para 15,51% em Porto Alegre. No total, 226.978 CNPJs estão inadimplentes no RS. Os setores mais afetados são comércio varejista, serviços e pequenas e médias indústrias, que enfrentam queda nas vendas, maior dependência e dificuldade de acesso a crédito, justamente em um momento em que ele se tornou mais caro e escasso.

Dados nacionais também refletem a gravidade da situação. O número de empresas inadimplentes no Brasil subiu para 14,94% de todas as empresas, com 6,52 milhões, o maior número da história, segundo a Serasa Experian. As empresas do setor de serviços foram as mais afetadas, representando 54,1% do total de inadimplentes.

No Rio Grande do Sul, a inadimplência atingiu 41,15% da população adulta, com mais de 3,645 milhões de gaúchos com contas atrasadas, especialmente com bancos e financeiras.

Por que os juros afetam tanto a inadimplência?

  • Crédito caro: com a Selic alta, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, afetando diretamente o orçamento de famílias e empresas.
  • Endividamento e atrasos: a pressão financeira leva ao atraso em pagamentos como cartão de crédito, financiamentos e contas de consumo.
  • Recuperação mais difícil: dívidas antigas demandam mais esforço para serem recuperadas e aumentam os custos operacionais.

Onde entramos:  atuação estratégica para minimizar os efeitos desse cenário

Na Angeza atuamos de forma estratégica e ética para minimizar os impactos dessa inadimplência crescente:

  • Priorizamos soluções personalizadas para cada perfil de cobrança, seja para dívidas recentes ou casos antigos, aumentando as chances de recuperação.
  • Segmentamos e aplicamos dados analíticos para identificar as melhores oportunidades de recuperação.
  • Podemos atuar com ações preventivas para evitar que os atrasos comprometam os resultados financeiros das empresas.

Com juros elevados e inadimplência em alta, a estratégia de cobrança se torna ainda mais essencial. Assim, transformamos desafios em oportunidades, oferecendo recuperação eficaz, proteção ao fluxo de caixa e redução de custos operacionais.

Mais do que cobrar, cuidamos da saúde financeira de quem confia na gente.

Fonte: