12 de agosto de 2025
Jovens inadimplentes o novo comportamento financeiro e o papel da humanização na cobrança
De acordo com o Relatório Serasa Experian de julho de 2025, 47% da população brasileira está inadimplente.
O número é expressivo e revela um cenário que vem se transformando com o passar dos anos, não apenas em volume, mas também em perfil.
A inadimplência deixou de ser um tema concentrado em determinados grupos e passou a incluir gerações mais jovens, que já enfrentam os desafios de gerir finanças pessoais em meio a um contexto econômico incerto e altamente digitalizado.
Uma nova geração de devedores
Entre os brasileiros com contas em atraso, 11,5% têm entre 18 e 25 anos, dado que reforça a presença crescente dos jovens na estatística da inadimplência.
Já a faixa entre 26 e 40 anos representa 34% dos inadimplentes, e há um equilíbrio entre gêneros: 50,4% mulheres e 49,6% homens.
Esse recorte etário revela que a inadimplência não é apenas uma questão de renda ou idade, mas também de comportamento, contexto social e forma de se relacionar com o crédito.
Os jovens, em especial, têm um perfil de consumo digital, pautado por decisões rápidas, acesso facilitado a crédito e, muitas vezes, uma menor experiência em planejamento financeiro. Além disso, fatores como pressão por independência, influência das redes sociais e custo de vida elevado contribuem para esse cenário.
Como os jovens preferem negociar
Com a digitalização das relações, essa geração também transformou as expectativas em relação à cobrança. Enquanto os consumidores mais maduros costumam valorizar o atendimento por telefone ou presencial, os mais jovens demonstram preferência por canais online, como WhatsApp, e-mail, chat e portais automatizados.
Mas isso não significa que eles desejam frieza nas interações, pelo contrário.
O jovem inadimplente quer resolver rápido, mas também quer ser compreendido, não julgado e ter clareza sobre as condições de negociação. Ele busca empresas que falem com transparência, que ofereçam flexibilidade e que demonstrem respeito pela sua jornada financeira.
Por isso, abordagens rígidas ou genéricas tendem a afastar esse público. O que gera confiança é um atendimento digital com linguagem próxima, empática e humana, que reconheça que por trás de cada número há uma história e uma tentativa legítima de reorganizar a vida financeira.
Humanização e tecnologia: o equilíbrio essencial
Na Angeza, acreditamos que a cobrança precisa ir além da recuperação de valores.
Ela é, antes de tudo, uma oportunidade de reconstruir pontes entre empresas e pessoas. Por isso, focamos em unir inteligência tecnológica, que facilita o contato e agiliza processos, com empatia e escuta ativa, que garantem que cada negociação aconteça com respeito e entendimento.
Essa combinação é o que permite oferecer experiências personalizadas:
- Jovens com preferência por canais digitais encontram autonomia e fluidez;
- Clientes de perfil mais tradicional têm acompanhamento humano e orientação;
- As empresas parceiras percebem melhores índices de recuperação e relacionamento a longo prazo.
Relações que constroem solidez
O aumento da inadimplência entre os jovens é um sinal de que o mercado precisa se adaptar às novas formas de se relacionar com o consumidor. Mais do que cobrar, é necessário entender, orientar e criar vínculos baseados na confiança.
Na Angeza, acreditamos que a tecnologia é o meio, mas o humano é o propósito.
Porque, no fim das contas, o que realmente constrói resultados duradouros são as relações: de respeito, empatia e parceria.
E é isso que nos move a seguir evoluindo com o mesmo propósito: transformar a cobrança em um gesto de cuidado e confiança.